Tu sempre foi o meu oposto em qualquer questão. Se eu dissesse que uma coisa ou outra estragava tudo, eu estaria sendo completamente correta. A cada dez minutos estávamos perto do fim, você virava as costas pra mim e partia com toda a certeza que não voltaria mais. Mas eu já te conhecia e deixava uma brechinha da porta, porque nas suas idas, tu sempre se arrependia e voltava com a cara de como se nada tivesse acontecido.

Passar a borracha por cima dos nossos problemas, nunca foi difícil para você. Eu até que ficava bem com a sua presença, mas nem sempre era bom estarmos perto um do outro. O que é irônico, já que fazia bem ficar perto, e não era legal ficar longe. Nunca soube lidar com o teu jeito, porque nunca aceitei ser rejeitada. E aceitei todos os seus “não” porque eu sempre tive a certeza dos “sim” que logo viriam acompanhados.

Eu sempre assumi o papel de “complicada” na sua vida e você nunca parou pra pensar qual foi o seu na minha. Eu sou complexa enquanto tu faz graça de tudo. Eu ainda dou sorrisos e bom dia para os vizinhos do condomínio, enquanto tu é homem da cara amarrada e conhecido pela sua escrotidão. Você se nega a errar, mas sempre acaba errando quando se trata de nós dois. Erra ao tentar fugir e se esconder quando estou à sua procura pelas largas e vagas ruas que cercam seu condomínio. Mas já está claro, não precisa transparecer mais do que isso.

Não tem como dar certo e se for dar, já estamos acostumados a ser dois em um só completamente opostos e ao mesmo tempo iguais, sem tirar nada. Nem uma vírgula ou ponto. — Ele é totalmente o Oposto de mim.

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