Ela pra você era um desafio, e eu, apenas mais uma na sua prateleira.
Ela tinha que ser conquistada, e eu, já estava lá, guardada para quando você precisasse.
Ela, você queria para viver uma vida, e eu, apenas para ter uma breve recordação de que já fui sua.
Ela você precisou a conquistar, e eu, já tinha sido entregue nas suas mãos (que por sinal, você não soube cuidar).
Ela, você esperava, chamava pra sair, quem sabe no cinema, ou até mesmo em uma lanchonete qualquer.

E eu, apenas mais uma, mas tenho certeza que eu fui importante na sua vida, até o momento que estive nela, porque hoje, não estou mais.
Tenho certeza que para você era contagiante conversar com ela, seja onde fosse, pelo celular, pessoalmente, em cima de uma escada a olhando pela janela, isso não importava, o que realmente importava para você, era ela.
Também tenho certeza que quando conversava comigo, era por pura educação, para sorrir do meu amor, e da minha ingenuidade, para mostrar aos seus amigos “ela está caidinha por mim”, mas também, podia até mesmo nem lembrar da minha existência quando estava com eles, imagina com ela.
Nunca sequer passou na sua cabeça ter algo comigo, já com ela, era só o que você imaginava.

Quando te chamava para ir ao parque, cinema, ou qualquer outro lugar em que pudéssemos estar juntos, você sempre arrumava uma desculpa, sempre.
Mas, e se fosse ela? Ah, você pararia tudo, pararia até as horas só para poder estar com ela, só pra poder sentir mais um pouco do cabelo dela em seus ombros.
E sabe, que sorte a minha de não ter sido ela, porque eu aprendi que por mais que a gente queira ser algo, não depende só da gente. Isso me serviu de lição, pra eu poder observar o meu lado e ver que embaixo do meu nariz, havia alguém que iria me tratar que nem você tratava ela. Havia alguém que iria me valorizar igual você valorizava ela. Obrigada por não ter deixado que eu fosse ela!

Por: Maria Eduarda

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