Temos medo da felicidade…


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Passamos tanto tempo esperando pela pessoa certa, ou por alguém que nos aceite do jeito que somos, mas incrivelmente, quando isso ocorre, quando essa tal pessoa aparece, nossa vontade é de sair correndo.

Nos acostumamos tanto a sermos ignorados e maltratados que, quando finalmente aparece quem nos faça bem, já nos tornamos espinhos demais para abraçar quem quer que seja. A ignorância deveria assustar, mas o que nos assusta de verdade é o amor, o carinho, gente que vem desarmada nos estender as mãos. Assusta sim, porque estamos tão preparados para receber quem nos machuca, que não sabemos lidar com o que cura. É como se sofrer fosse um vício, como se fosse bom, mas não é.

Bom é ser feliz, mas talvez nós nunca possamos descobrir isso, porque fugimos do amor, fugimos de quem nos quer bem. Porque optamos em insistir em quem, assumidamente, nos faz mal, do que arriscar um envolvimento com quem nos faz bem, mas que, supostamente, possa nos oferecer qualquer decepção mais adiante.

Hoje eu conheci alguém disposto a me fazer feliz, veja bem, A ME FAZER FELIZ. Soa irônico né? Mas não é, é real. E o que eu fiz com isso? Bom, primeiramente eu joguei a oportunidade no lixo, porque eu não quero ‘correr o risco de ser feliz’, estou tão acostumada com as coisas dando errado que eu não saberia lidar com elas dando certo. E o medo do lado bom da vida me impediu, mais uma vez, de ser feliz.

E assim somos todos nós, seguimos dizendo que ninguém nos quer bem, mas quando o faz, atiramos a possibilidade de ser feliz pela primeira janela que encontramos. Se você pensa que a dor assusta, é porque não sabe que um gesto carinhoso pode assustar muito mais.

-Gih Vasconcelos


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